quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Marco Feliciano faz denúncia na Polícia Federal contra dupla que cantou “Robocop gay” para ele em voo


Dupla postou vídeo no YouTube com episódio ocorrido na última sexta-feira
Dupla postou vídeo no YouTube com episódio ocorrido na última sexta-feira
Ele não sabe ficar quieto, não é? Parece que Marco Feliciano não gostou nada da tiração de onda que uma dupla fez com ele durante um voo comercial (de Brasília para Guarulhos), cantando Robocop gay. Nesta terça-feira (13), o deputado formalizou, por ofício, uma denúncia à Polícia Federal.
Dá uma sacada no documento:
“OF. 1209/2013 – PrMF
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Excelentíssimo Senhor
LEANDRO DAIELO COIMBRA
Diretor Geral da Policia Federal
Brasília-DF
Senhor Diretor.
Solicito a Vossa Excelência providencias no sentido de instaurar Inquérito Policial para apurar fatos ocorridos na ultima quinta feira em voo de Brasília-DF, com destino a Belo Horizonte- MG, com escala em São Paulo, voo nº 5019 – Azul Linhas Aéreas, onde fui atacado por um grupo de rapazes que se portavam de forma deseducada e com trejeitos aparentes de homossexuais, com ataques a minha pessoa, inclusive, com contato físico me tocando, causando danos a minha pessoa, perturbando meu sossego. Ações desse tipo, em reação a minha atuação parlamentar causa um grande mal a democracia em nosso Pais, e serve de mau exemplo para os jovens.
Saliento que durante o voo, tomando conhecimento dos fatos e sabedor do risco que todos os passageiros correriam no caso de um tumulto generalizado, o Comandante ameaçou retornar o vôo para Brasília-DF.
Ao desembarcar em Guarulhos-SP, para conexão, fui contatado por agentes da Policia Federal que me orientaram a dirigir-me ao posto da PF no aeroporto para registrar os fatos o que não foi possível no momento devido ao tempo exíguo do novo embarque para o destino final onde tinha um compromisso contratual para ministrar palestra para milhares de pessoas.
Para minha surpresa, os mesmos agressores de forma acintosa, e certos da impunidade, postaram Vídeo, em anexo, gravado por eles mesmo na internet, vangloriando-se da agressão e citando a não ação da própria Policia Federal, como se vivêssemos num Pais sem lei, e que todos os passageiros do voo, seus tripulantes e o Comandante fossem também obrigados a passar por esses riscos sem nenhuma reação das autoridades.
Certo de vossa atenção, antecipadamente agradeço e coloco meu gabinete a disposição.
Pr. Marco Feliciano
Deputado Federal PSC/SP
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias”


RESPOSTA
Os rapazes envolvidos no vídeo, claro, comentaram o assunto em reportagem ao site Bhaz. Eric Corazza e Conrado Ribeiro, de 26 anos, contaram que decidiram fazer o protesto após perceberem que muitas pessoas que estavam no voo criticavam, ainda que de maneira contida, o político.
A postagem original do vídeo, feita no perfil de Conrado, alcançou mais de 50 mil compartilhamentos em menos de 24 horas. Na gravação, ele aparece com o amigo, que já conhece há mais de 15 anos, dançando o hit dos Mamonas Assassinas no corredor do avião. Eles chegam a cantar: “Abra sua mente, gay também é gente”. Feliciano permanece em sua cadeira lendo um livro.
Em seu Twitter, o pastor postou: “Ao decolarmos em Brasília cerca de 10 gays me constrangeram, 2 vieram a minha poltrona gritando, cantando música bizarra”.
Eric rebate as acusações. “Ninguém usou palavras de baixo calão ou o xingou em nenhum momento. Não somos gays e essa não é uma briga de minoria. Queríamos demonstrar que o preconceito se encontra na cabeça do Feliciano”, disse ele ao Bhaz. “A nossa atitude foi respaldada por muitos recém-amigos gays que estavam no avião, mas, infelizmente, não tiveram a coragem de levantar e se manifestar criativamente. Inclusive a única violência que ocorreu no ato veio por parte de um defensor do político que tentou me agredir e tomar a minha câmera”, completou Conrado.
Os amigos ainda negaram que agentes da Polícia Federal (PF) tenham feito alguma intervenção no desembarque. Para Eric, o deputado está distorcendo os fatos ao se posicionar como vítima de uma agressão.

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